sexta, 28 de maio de 2010 às 12h24
Mais de meio século depois da identificação de uma estratégia promissora para o tratamento do diabetes, que se baseia no bloqueio da decomposição da insulina no organismo, uma equipe de pesquisa liderada por cientistas da Clínica Mayo de Jacksonville, Flórida, chegou às moléculas que podem exercer exatamente essa função.
Os pesquisadores dizem que a descoberta pode ser a base para uma nova classe de medicamentos para o tratamento de diabetes. As minúsculas moléculas impedem que uma poderosa máquina molecular, conhecida como enzima degradante da insulina (IDE - insulin-degrading enzyme), desintegre o hormônio insulina. Isso faz com que a insulina fique por mais tempo no organismo e cumpra sua função, de remover do sangue a glicose (açúcar simples derivado dos alimentos).
A descoberta pode levar ao desenvolvimento de medicamentos para o diabetes, com capacidade de fazer a insulina trabalhar melhor e por mais tempo, de acordo com o pesquisador principal do estudo, Malcolm Leissring, do Departamento de Neurociências da Clínica Mayo. O diabetes afeta mais de 200 milhões de pessoas em todo o mundo e a incidência da doença está crescendo a taxas alarmantes. Dessa maneira, o pesquisador acredita que novos tipos de tratamento são realmente necessários.
Fonte: Guia da Farmácia