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País deixa de gerar US$ 5 bi por ano com fitoterápicos

Valor é diferença entre mercado nacional e o de outros países

segunda, 07 de junho de 2010 às 17h35

Foto: Divulgação

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O Brasil deixa de gerar cerca de US$ 5 bilhões ao ano por não conseguir transformar sua flora em medicamentos. Essa é a diferença entre o valor movimentado pelo mercado brasileiro de fitoterápicos e por mercados como o francês, o japonês e o alemão -países com uma biodiversidade muito menor que a brasileira, mas que tiveram sucesso na transformação de moléculas de plantas em fórmulas. Até hoje, só um fitoterápico baseado na flora brasileira foi desenvolvido em território nacional.

Trata-se do anti-inflamatório Acheflan, concorrente do Cataflam. O mercado mundial de fitoterápicos envolve hoje cerca de US$ 44 bilhões, segundo a consultoria Analize and Realize, que atende algumas das maiores indústrias farmacêuticas do mundo. Segundo a Associação Brasileira de Empresas do Setor Fitoterápico, não existem dados oficiais sobre o tamanho desse mercado no Brasil.

As estimativas variam entre US$ 350 milhões e US$ 550 milhões. Os pesquisadores acreditam que o país, por ser dono da maior biodiversidade do planeta, deveria ter um papel de liderança na área. O Acheflan, único, por enquanto, a vencer essas barreiras, levou sete anos e R$ 15 milhões para ficar pronto. Ele foi fruto de uma parceria entre a iniciativa privada, que entrou com o dinheiro, e o grupo da Universidade Federal de Santa Catarina, liderado por João Batista Calixto.

Fonte: Guia da Farmácia

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