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Pesquisadores apresentam tratamento para combater melanoma avançado

terça, 08 de junho de 2010 às 16h35

Foto: Divulgação

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Um tratamento experimental que trabalha com o sistema de imunidade poderia proporcionar uma forma inovadora de combater o melanoma avançado, um tipo de câncer que pode ocasionar a morte em seis meses.
 
Um estudo apresentado na última semana, durante a conferência anual da Sociedade Americana de Oncologia Clínica, em Chicago, assinala que com dois tratamentos - uma vacina terapêutica chamada gp 100 e um estimulador de imunidade chamado ipilimumab -, o número de pacientes que prolongaram sua expectativa de vida duplicou.

Assim, os pacientes que receberam só a vacina viveram em média seis meses, enquanto os que receberam só ipilimumab, ou uma combinação dos dois compostos, alcançaram uma média de dez meses. O estudou analisou 670 pacientes e foi financiado pelo Medarex Inc, que desenvolveu o ipilimumab.

Segundo o diretor da pesquisa do melanoma do Instituto de Pesquisa Los Angeles, em Santa Mónica (EUA.), Steven O'Day, o ipilimumab é o primeiro remédio que melhorou a sobrevivência de pacientes com melanoma avançado em uma prova com um grande número de indivíduos.

Este remédio emprega a capacidade de imunidade do corpo para combater o câncer, assinalou Lynn Schuchter, chefe de hematologia e oncologia no Centro Abramson do Câncer na Universidade da Pensilvânia, que usou ipilimumab em seus pacientes.

O composto "tira os freios" das células T, que combatem as doenças, acrescentou Schuchter.

No entanto, o estímulo ao sistema de imunidade pode fazer com que o organismo ataque tecidos que estão bem, explicou Ou'Day.

Neste estudo, os pacientes que obtiveram mais benefícios do remédio foram também os mais propensos a desenvolver problemas de autoimunidade.

De acordo com a pesquisa, publicada pela revista The New England Journal of Medicine, quase dois terços dos pacientes sofreram efeitos secundários tais como erupções da pele, diarreia, desequilíbrios da tireoide ou hepatite.

Embora a maior parte das complicações pudesse ser reduzida com outros remédios, de 10% a 15% dos efeitos secundários foram graves.

 

Fonte: Folha On-line

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