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Pesquisa revela venda de medicamentos sem receita em farmácias de Campo Grande

sexta, 25 de junho de 2010 às 18h10

Foto: Divulgação

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Uma denúncia encaminhada ao CRF/MS na última semana apresenta o resultado de uma pesquisa realizada pela ABCCON/MS (Associação de Defesa do Consumidor de MS) em parceria com o IDEC (Instituto de Defesa do Consumidor) em dez farmácias da capital, onde em 100% delas foram comprados sem apresentação de prescrição médica, diversos tipos de medicamentos, principalmente antibióticos, como amoxilina 500mg ou azitromicina 500mg, remédios tarja vermelha sujeitos a prescrição médica obrigatória.

O estudo, realizado entre os meses de janeiro e março deste ano, mostrou a facilidade em adquirir medicamentos, sem que em nenhum dos estabelecimentos fosse exigida a prescrição médica.

“Uma das causas dessa venda indiscriminada é o desconhecimento do consumidor sobre as conseqüências da automedicação, bem como a facilidade com que o consumidor pode adquirir o medicamento nas farmácias e drogarias, onde muitos atendentes ou balconistas, na ânsia de venderem seus produtos, levam os consumidores a se automedicarem, empurrando-lhes certos medicamentos que necessitariam de prescrição médica”, comenta o presidente da ABCCON, Erivaldo Marques Pereira.

Os resultados da pesquisa, também realizada em outras cidades do Brasil e com o mesmo resultado foram encaminhados, pelo IDEC, ao conhecimento das farmácias pesquisadas, das vigilâncias sanitárias dos estados, dos Conselhos Regionais e Conselho Federal de Farmácia, do Ministério Público e da ANVISA, para a tomada das medidas necessárias.
 
Segundo a Abifarma (Associação Brasileira das Indústrias Farmacêuticas), cerca de 80 milhões de brasileiros são adeptos da automedicação. De cada três remédios vendidos no país, apenas um é receitado por médicos. Os outros dois são indicados por amigos, parentes, revistas, jornais ou pelo próprio balconista da farmácia.
Para o Presidente do CRF/MS, esta é uma situação grave que ocorre pela ‘banalização da farmácia’, que é tratada como um estabelecimento comum, onde se vende de tudo, inclusive medicamentos sem qualquer preocupação com a saúde do cidadão e que as entidades de defesa do consumidor devem sim se manifestar para que as autoridades que permitem as brechas das legislações fiquem atentas já que estamos tratando com vidas.
“A partir da denúncia o CRF/MS deverá abrir uma investigação para apurar os fatos junto aos farmacêuticos responsáveis pelos estabelecimentos citados na pesquisa, pois trata-se de uma infração sanitária e que deve ser averiguada, no entanto, entendemos que a punição pura e simples do profissional não vai resolver um problema grave que começa pelo difícil acesso aos serviços médicos, pela ignorância do cidadão aos riscos que o medicamento pode trazer e o pior de tudo, a resistência dos empresários em fazer deste um estabelecimento apenas de saúde”, finaliza Abrão.

 

Fonte: CRF/MS

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