MEDIDAS DE BIOSSEGURANÇA E PREVENÇÃO A CONTAMINAÇÃO DOS FUNCIONÁRIOS EM PANDEMIA DE COVID-19 E EPIDEMIA DE INFLUEZA H3N2 - Farmacêutico - Notícias - CRF-MS

quinta, 13 de janeiro de 2022 às 09h37

MEDIDAS DE BIOSSEGURANÇA E PREVENÇÃO A CONTAMINAÇÃO DOS FUNCIONÁRIOS EM PANDEMIA DE COVID-19 E EPIDEMIA DE INFLUEZA H3N2

Nós Farmacêuticos, somos profissionais de saúde essenciais à população e fomos incluídos no grupo prioritário do PNI do Ministério da Saúde. Os farmacêuticos foram vacinados de maneira prioritária junto com os médicos, enfermeiros e dentistas, pois os estabelecimentos de saúde em que o farmacêutico labora (farmácias, drogarias, hospitais e laboratórios), na maioria das vezes, são o primeiro local em que o paciente sintomático busca atendimento, medicamentos, testes rápidos ou exames laboratoriais, expondo sobremaneira o farmacêutico e o farmacêutico-bioquímico (analista clínico) à contaminação pelo vírus SARS-COV-2 e ao adoecimento pela COVID-19.

É importante garantir a função contínua das farmácias durante a pandemia da COVID-19 e a epidemia de influenza H3N2. Durante a epidemia de doenças virais de transmissão respiratória, a equipe da farmácia pode minimizar o risco de exposição aos vírus e reduzir o risco para clientes e funcionários usando os princípios de prevenção e de controle de infecções.

Com o avanço da nova cepa Ômicron, que tem elevada taxa de transmissão, o tema “Biossegurança “ nos locais de trabalho é fundamental para aumentar a segurança dos profissionais de saúde e assegurar a continuidade do funcionamento dos serviços considerados essenciais, dentre elas, os estabelecimentos farmacêuticos como as farmácias e os laboratórios clínicos.

Neste sentido, o uso correto dos EPIs e as estratégias de organização, fluxo de clientes e layout do estabelecimento são medidas de intervenção e prevenção obrigatórios contra a contaminação pela nova variante do Coronavirus e devem ser implementadas pelos farmacêuticos e demais trabalhadores que atuam neste segmento, tendo como base as Notas Técnicas nº 06, 07 e 12 publicadas pela Anvisa.

Orientações da Anvisa sobre biossegurança em farmácias e drogarias:

As farmácias, conforme determinado na Lei 13.021/2014, são estabelecimentos de saúde que exercem papel fundamental no cuidado, orientação e amparo ao paciente de COVID-19, além da dispensação de medicamentos e prestação de serviços de saúde. Entendendo a importância do setor, a Anvisa publicou duas Notas Técnicas que reforçam o papel das farmácias durante a pandemia.

A NOTA TÉCNICA Nº 06/2021/SEI/GRECS/GGTES/DIRE1/ANVISA trata das Orientações para farmácias durante o período da pandemia e a NOTA TÉCNICA Nº 07/2021/SEI/GRECS/GGTES/DIRE1/ANVISA determina as orientações para a realização de testes rápidos, do tipo ensaios imunocromatográficos, para a investigação da infecção pelo novo coronavírus (SARS-CoV-2).

Entre outras informações importantes, a Nota Técnica Nº 06/2021 traz orientações para minimizar o risco de exposição ao vírus e reduzi-lo para os clientes e ainda instruções sobre a disponibilização de serviços de vacinação e sobre a aplicação de testes rápidos para a COVID-19.

A Nota Técnica Nº 07/2021 tem como objetivo orientar as farmácias e os serviços, públicos e privados, sobre a realização dos testes rápidos do tipo ensaios imunocromatográficos para pesquisa de anticorpos e de antígenos, para a investigação da infecção por SARS-CoV-2; e sobre as medidas de prevenção da transmissão de COVID-19 que devem ser adotadas durante a assistência aos casos suspeitos de infecção por SARS-CoV-2 no ambiente em que estejam sendo realizados os testes rápidos.

Orientamos aos farmacêuticos que acessem a Nota Técnica nº 06/2021 e realizem o preenchimento das informações solicitadas pela Anvisa, caso o estabelecimento em que ele atue esteja realizando os testes rápidos para a Covid-19.

RECOMENDAÇÕES GERAIS

5. As farmácias devem usar estratégias para minimizar o contato próximo entre funcionários e clientes e entre clientes, de forma a evitar aglomerações e fomentar o distanciamento social.

Para tal, sugerem- se as seguintes ações:

• Estabelecer barreiras preferencialmente físicas entre funcionários e usuários, como também entre os próprios usuários. Recomenda-se que o distanciamento seja de no mínimo 1 (um) metro entre as pessoas. Atenção especial deve ser dada para as filas;

• Limitar o número de clientes na farmácia a qualquer momento para evitar aglomeração no balcão da farmácia ou nas áreas de pagamento;

• Se possível, instalar uma seção de plástico transparente na área de contato do cliente para fornecer proteção de barreira, para se proteger contra gotículas de tosses ou espirros. Configure com uma abertura de passagem na parte inferior da barreira para que as pessoas falem ou forneçam itens de farmácia;

• Adotar estratégias para diminuir o tempo que o usuário permanece na fila;

• Adotar estratégias para controlar o fluxo da entrada de pessoas no estabelecimento. Se as condições climáticas permitirem, disponibilizar local externo para área de espera;

• Usar sinalização / barreiras e marcadores de piso para instruir os clientes em espera a permanecerem a 1 (um) metro do balcão, de outras interfaces com os clientes e de outros clientes e equipe da farmácia;

• Delimitar fluxo de pessoal e áreas de atendimento espera e pagamento diferentes para os usuários que buscam os serviços de teste rápido em relação aos que buscam vacinação ou dispensação de medicamentos;

• Fomentar e priorizar atendimento por delivery. Inclua mensagens de texto ou de telefone automatizadas que solicitem especificamente aos clientes doentes que fiquem em casa e solicitem entrega em domicílio ou enviem um membro da família ou um amigo para buscar seu medicamento;

• Disponibilizar insumos, de proteção e prevenção, tais como: sabonete líquido, preparações alcoólicas a 70% e Equipamentos de Proteção Individual (EPI), para o atendimento seguro e adequado, estando estes em fácil acesso e suficientes para os clientes e equipe;

• Disponibilizar de forma visível aos usuários e funcionários das farmácias, cartazes orientativos sobre os cuidados com o novo coronavírus e sobre o uso e conservação adequada da preparação alcoólica a 70%, disponíveis:

https://www.gov.br/anvisa/pt- br/assuntos/paf/coronavirus/arquivos/arquivos-audiovisual/7064json-file-1

 

https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/paf/coronavirus/arquivos/arquivos- audiovisual/7053json-file-1

 

• Garantir destino correto dos resíduos, seguindo o Plano de Gerenciamento de Resíduos da farmácia. Todos os resíduos provenientes da assistência a pacientes suspeitos ou confirmados de infecção pelo novo coronavírus (SARS-CoV-2) devem ser  enquadrados  na  categoria  Subgrupo A1, conforme Resolução RDC/Anvisa nº 222, de 28 de março de 2018. Os resíduos devem ser acondicionados, em sacos vermelhos ou brancos (os sacos brancos foram liberados para este tipo de acondicionamento apenas durante a pandemia), que devem ser substituídos quando atingirem 2/3 de sua capacidade ou pelo menos 1 vez a cada 48 horas, independentemente do volume e identificados pelo símbolo de substância infectante. Os sacos devem estar contidos em recipientes de material lavável, resistente à punctura, ruptura, vazamento e tombamento, com tampa provida de sistema de abertura sem contato manual, com cantos arredondados. Estes resíduos devem ser tratados antes da disposição final ambientalmente adequada;

• Solicitar aos funcionários que estão doentes a ficar em casa. Certifique-se de que a equipe da farmácia com febre ou sintomas que possam ser devidos ao COVID-19 permaneça em casa e longe do local de trabalho até se recuperar.

 

 

DISPENSAÇÃO DE MEDICAMENTOS E ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA

 

6. Evitar contato com distância inferior a 1 (um) metro durante a dispensação e assistência farmacêutica.

 

7. Disponibilizar recipiente para que sejam colocadas as prescrições dos pacientes e para a retirada dos medicamentos, evitando-se contato entre as mãos.

 

8. Evitar tocar em objetos que foram manuseados pelos clientes. Se ocorrer a transferência de itens, a equipe da farmácia deve lavar as mãos posteriormente com água e sabonete por pelo menos 20 segundos ou com preparação alcoólica a 70%. Devem sempre evitar tocar nos olhos, nariz ou boca com as mãos não lavadas.

 

9. Priorizar o atendimento de pessoas: idosas; com sintomas respiratórios, transplantados, portadoras de doenças autoimunes como Artrite Reumatoide, Psoriase, Esclerose Multipla e Doença de Crohn, dentre outras e gestantes.

 

10. Os farmacêuticos que prestam serviços de assistência à pacientes de doenças crônicas, serviços de gerenciamento de medicamentos e outros serviços que não requerem encontros pessoais devem fazer todos os esforços para usar estratégias de telefone  ou  outras  tecnologias  disponíveis  para  contato remoto com os pacientes.

 

11. Os funcionários da farmácia devem higienizar as mãos com água e sabonete líquido ou preparação alcoólica a 70% com frequência e após cada atendimento, conforme orientação disponível em:

https://www.youtube.com/watch?v=omkiVox2EmY&feature=youtu.be

 

12. Realizar a limpeza e desinfecção do ambiente e das superfícies comuns ao atendimento. Sugere-se a desinfecção com álcool 70% ou hipoclorito de sódio 0,5% ou outro desinfetante regularizado junto à Anvisa. Siga as instruções do fabricante para concentração, método de aplicação e tempo de contato para todos os produtos de limpeza e desinfecção. A regularidade da limpeza e desinfecção destas superfícies deve ser coerente com as atividades desenvolvidas pelo estabelecimento, constar no procedimento de rotina, e ser de ciência de todos os funcionários.

 

13. Limpar superfícies duras e não porosas com detergente ou sabão e água se as superfícies estiverem visivelmente sujas antes da aplicação do desinfetante.

 

14. Pacientes com sintomas respiratórios devem ter atendimento imediato, em local isolado e com um fluxo diferente do restante do estabelecimento. A farmácia deve disponibilizar máscaras para todos os pacientes com sintomas respiratórios que estejam sem a proteção facial atendidos no ambiente da assistência farmacêutica*.

 

15. Profissionais de saúde e profissionais de apoio que prestarem assistência a paciente suspeito ou confirmado de COVID-19 DEVEM USAR MÁSCARAS CIRÚRGICAS*. Os funcionários também devem ter treinamento na colocação e retirada apropriada de EPI.

16. Para o uso de máscaras, recomenda-se seguir as orientações disponíveis no vídeo da Anvisa. Vídeo     de     colocação     e     retirada     do     EPI      -      Anvisa,      disponível      em: https://youtu.be/G_tU7nvD5BI

 

17. Nas consultas farmacêuticas, manter os cuidados como distância mínima de 1 (um) metro e higienização das mãos com água e sabonete líquido ou preparação alcoólica a 70%, antes e após o atendimento. O uso de máscara pelo cliente é obrigatório durante todo o atendimento.

 

Substituir a máscara cirúrgica por máscara N95/PFF2, e também usar gorro, caso haja risco de geração de aerossol durante a manipulação da amostra, tal como a coleta de amostra do trato respiratório superior, como as realizadas por meio de swab ou cotonete.

 

Medidas para evitar aglomeração:

• Demarcar espaço na calçada ou no passeio externo da farmácia para a organização da fila;

• Criar barreira física na entrada na farmácia, como as utilizadas durante atendimentos noturnos.

• Deixar frasco de álcool 70 disponível na entrada da farmácia para a utilização pelos clientes;

• Distribuir senhas de atendimento e limitar a entrada de clientes no interior da farmácia;

• Demarcar no chão, com fita de alta adesão, o espaçamento de 1 metro para filas de clientes;

• Divulgar o serviço de tele-entrega e de atendimento remoto aos clientes;

 

Medidas que reduzem o contato com materiais potencialmente contaminados

• Paramentação de todos os funcionários em atendimento com gorro, luva, máscara, óculos de proteção ou protetor facial e jaleco;

• Ambiente isolado para a coleta de material de testagem rápida e para o atendimento geral.

• Instruções de descarte adequado e identificação de lixeira específica para lenços e outros descartáveis potencialmente contaminados por usuários durante o atendimento;

• Intensificar rotina de limpeza e desinfecção do estabelecimento;

• Disponibilizar uma bandeja que permita desinfecção para que sejam colocadas as receitas dos pacientes e depois para a retirada dos medicamentos, evitando-se o contato com as mãos.

Fonte: CRF/MS - Imprimir

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